O rapper Fabio Brazza lançará de forma digital, dia 22 de abril, data do descobrimento do Brasil, o CD “Filho da Pátria”. O disco, inteiro de autoria de Fabio, mergulha no rap com altas doses de samba e estará disponível no iTunes e no site do cantor (www.fabiobrazza.com).
Brazza, que atualmente mora na Carolina do Norte, é neto do poeta Ronaldo Azeredo e sobrinho neto de Augusto de Campos, de quem carrega grandes influências em suas composições.
O CD possui 12 faixas (10 músicas + 2 skits – que são só as rimas do rap, sem a base) e foi produzido por Lua Lafaiette, entre outros. O destaque fica para a faixa 1 “Time to Love” que conta com a participação do rapper Chali 2na, integrante do Jurassic 5. A música também ganhou um clipe com a participação de Chali 2na, gravado no Capão Redondo, em São Paulo e Fabio gravou suas partes com uma GoPro durante uma viagem para um trabalho voluntário na China, Thailândia, Camboja e Vietnã.
Fabio Brazza acumula algumas curiosidades. Uma delas é a criação da música feita em homenagem a Anderson Silva, que foi twittada e postada pelo próprio em suas redes sociais e pode ser vista através do link - http://goo.gl/BbUBzm
Lá pelos 16 anos, Fábio Azeredo gostava mesmo de jogar futebol (era
do Palmeiras) e ouvir samba. Seu avô, Ronaldo Azeredo, um dos
maiores expoentes da poesia concreta do país, percebendo o gosto
musical do neto o chamou de canto e falou: “Você gosta de samba?
Então vai escutar samba de verdade”. E colocou de Noel Rosa a
Cartola para o garoto entender na prática. Se isso mudou a vida de
Fábio (agora) Brazza? Basta ouvir “Filho da Pátria”,
disco que lança em versão digital, onde mergulha no rap com altas
doses de samba e outras vertentes brasileiras, produzido por Rick
Dub, Lua Lafaiette, Marcelo Calbucci e Blood ZNO.
Todo o trabalho foi concebido enquanto Fábio morava nos Estados
Unidos. Daí ser tão calcado na linguagem universal do rap e daí
ter tanta nostalgia brasileira em forma de ritmos e poesia.
Exala a transgressão do garoto que estudou Ciências Sociais na Puc,
em São Paulo, e que aos 11 anos conheceu o mundo do rap, da estação
São Bento, por Mano Brown, à praia, por Gabriel o Pensador. Remete
à primeira experiência que Fábio teve propriamente na música,
quando aos 19 anos foi conhecer a tal batalha de rimas, na estação
Santa Cruz, em São Paulo, e saiu de lá campeão da modalidade. E
alcança o período em que viveu nos Estados Unidos, suportado por
uma bolsa de estudos e os gols que marcou pela Universidade Wingate,
na Carolina do Norte.
No estúdio, fez valer todo background artístico e de vida. Tanto é
que abre o trabalho com a música que dá título ao disco, “Filho
da Pátria”, onde promove uma ode ao país em que nasceu.
Parte para a rima e poesia pura em “Sem Moda, Sem Medo”, e
alcança o que considera a honra maior do trabalho de estréia com
“Time to Love” e a participação de um de seus ídolos de
infância, o rapper norte-americano Chali 2na, do grupo Jurassic
Five. Com direito a videoclipe gravado na Ásia e no Capão Redondo.
O samba engole o disco nas seguintes, “Samba de Rap” e “Ninguém
pode parar”. Fala e canta com propriedade de boleiro em “Maria
Chuteira” e presta tributo a outro ícone, o lutador Anderson
Silva, na música que leva o nome do ídolo do MMA e que o próprio
endossa ao postar em suas redes sociais.
Presta mais homenagens em “Meus Heróis”, onde desfila o séquito
de influências, e chegamos à emblemática “Acorda”. A canção
foi composta na viagem de volta que fez ao Camboja, onde prestou
trabalho voluntário. Pouco antes soubera da situação brasileira de
revolta da população e crescimento de manifestações, fez a letra
no avião e no dia seguinte estava em estúdio gravando.
Na reta final ainda temos a jazzística “História de Cinema” e a
soul funkeada “Desde Muito Tempo Atrás”. Não finaliza
sem mais tributo, desta vez à mãe, em...”Mãe”. Que qual ciclo
morde o próprio rabo e remete a “Filho da Pátria”. Tu és,
Fabio Brazza.
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